terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Madrigal Coros Angélicos

15/10/1962 * 15/10/2010 = 48 anos

Apresenta

Oratório São João Batista de Léo Schneider

Dia 28 (Domingo) de Fevereiro de 2010 - às 19h00

IGREJA PRESBITERIANA INDEPENDENTE FREGUESIA DO Ó

Rua Dom Meirado, 465, Jardim Monjolo, São Paulo,SP

Regente: Maestrina Hildalea Gaidzakian

Ao Piano: Valéria Nascimento

Solistas: Maria Rita Santos Lima, Lurdes Pécora-sopranos;

Jayme Pereira da Silva-tenor; Charles K. Miyazaki - Baixo-Barítono

Guilherme Socias Villela

Celestial
É-me aprazível a lembrança que tenho do maestro Leo Schneider. Poderia, até mesmo, separar sua imagem de forma dual: a de um homem simpático, sorridente; e, de outra parte, a de um homem circunspecto, grave, compenetrado quando regendo ou executando uma peça musical no órgão ou no piano. (Poucas vezes tive o privilégio de assistir-lhe, mas foi o bastante para tê-lo na minha lembrança.) Sei que, além de um músico notável havia sido desportista, poliglota, uma pessoa dedicada à família e, ainda, de ter convicções do papel da música, especialmente a música sacra, na evangelização. (Tive oportunidade de conhecê-lo pela ligação que tinha e tem o Colégio União, de Uruguaiana, onde me eduquei, com o IPA e o Colégio Americana - onde minha mãe tinha primas como professoras. Hoje, depois de sua partida, o maestro Leo Schneider deve estar em algum lugar celestial - imerso numa das coisas que mais gostava: a música.
Guilherme Socias Villela
Ex-prefeito de Porto Alegre.

Olinda Alessandrini














Renomada pianista, pesquisadora e concertista brasileira, nascida em Caxias do Sul. Cursou Virtuosidade na UFRGS, onde foi vencedora de Medalha de Ouro. Conquistou também 3 Prêmios Açorianos de Música e tem vários Cd´s gravados


Procurei seguir seus passos

Conheci o Maestro Leo Schneider quando cursei Virtuosidade no Instituto de Artes. Eu era uma tímida adolescente de Caxias do Sul. Ele era uma pessoa carismática, firme, com muita bondade no olhar. Fez parte da banca examinadora nos dois recitais de final de ano do meu curso, e eu sentia que ele estava ali, atento, apreciando o melhor da minha interpretação, desculpando eventuais falhas...

Sempre admirei sua dedicação à educação musical, que eu seguia pelos relatos entusiasmados de suas alunas. Mais tarde, em meus recitais didáticos procurei seguir seus passos, estimulando os jovens a apreciarem a boa música.

Recentemente, em um recital homenageando compositores riograndenses, interpretei algumas de suas obras para piano, que foram calorosamente recebidas pelo público. E muitas pessoas presentes vieram compartilhar comigo suas lembranças do Maestro, demonstrando carinho e saudade.

Ao pesquisar sobre a vida musical de Novo Hamburgo, encontrei registros de suas apresentações dos Oratórios Jesus Nazareno e São João Batista.

Transcrevo aqui um excerto dos comentários da Gazeta de Novo Hamburgo de 23.08.51:

“Com sua música vibrante, uma testemunha impressionante do cristianismo na interpretação expressiva de uma composição vigorosa, Leo Schneider brindou, coadjuvado pelas disciplinadas e perfeitas vozes dos solistas e coro, a coletividade novo-hamburguesa com uma noite inesquecível de encanto e sentimento”.

Zuleika Rosa Guedes

Fé inabalável



















Com profunda emoção lembro o aniversario de cem anos do maestro Leo Schneider.Tive sempre por ele uma grande amizade, admirando como sempre ele amou e respeitou igualmente a música e a religião. Suas composições na area religiosa ficaram como um testemunho de sua fé inabalavel.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Rejane Wilke


Uns trocados para o lanche

Mesmo para quem não conviveu de maneira mais íntima com o professor e maestro Leo Schneider, é impossível ler todos esses depoimentos sem se emocionar. Imagino o quanto essas lembranças tocam o coração de todos os familiares, mas principalmente a ti que, além de filha, carregas com justificado orgulho o fato de ser “colega” do pai e herdeira desta sina fazedora de música...

Como sabes, nunca fui aluna do teu pai. Mas minha memória aponta nitidamente, até hoje, a figura daquele professor de porte elegante que eu via pelas escadas e elevadores do prédio da Senhor dos Passos. Elegante? Mais do que isso: aos olhos da adolescente sempre meio intimidada naquele ambiente de tanta arte e gente importante, Leo Schneider irradiava uma incrível meiguice e simpatia. Ele estava sempre sorrindo, cumprimentando, afável e acessível.

Nos intervalos das nossas aulas das outras disciplinas, tu corrias – e eu corria atrás – para a sala onde ele estava com algum aluno ao piano, nem que fosse só para receber um beijo rápido ou um aceno discreto. Mas na maioria das vezes, além do beijo, tu ganhavas mais uns trocados para o lanche. Pronto! Já podíamos correr escada acima rumo ao bar do 7º andar, onde a gente comia aquele cachorro-quente cujo aroma inundava o prédio todo e que nunca mais inventaram igual.

Professor? Maestro? Que nada! Pra mim ele era apenas o pai da Anne...

Rejane Wilke, ,joranlista, é graduada em Música no IA.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

APCA






A Arte fazendo suas marcas



Vivemos em uma cultura onde é difícil deixar marcas, podemos pensar sobre isto lembrando o que está escrito em um dos textos de Walter Benjamin, ao citar uma frase de Brecht em um dos seus poemas: “Apaguem os rastros!” Esta citação é trabalhada nestes célebres textos da obra- Magia e Técnica Arte e Política, para tratar sobre a perda do valor da experiência e a sua transmissão.

Ele analisa a obra de Scheebart e a sua criação dos espaços de vidro, de onde nos faz pensar que se vive em uma “cultura de vidro”, por ser o vidro um material duro e liso onde nada se fixa. Demonstrando assim, que vivemos em uma cultura onde o sujeito facilmente pode sumir sem deixar rastros ou marcas da sua história.

Da mesma forma a obra de arte é questionada sobre o que pode acontecer, quando esta é destacada do “Domínio da Tradição” e acaba se reduzindo a uma mera técnica de reprodução. Produzida então, fora do domínio da experiência única, para uma produção em série.
No entanto, a arte é uma forma de deixar marcas, impedir que se “Apaguem os Rastros”, sejam de uma história, cultura, tradição ou uma experiência singular.
É a partir dessa reflexão que queremos apresentar a APCA, Associação Pró- Cultura e Arte Leo Schneider.

Este nome- Leo Schneider- tem seus rastros marcados por sua arte. Músico gaúcho, cujo nome consta na Enciclopédia Delta Larousse, no Dicionário de Música Evangélica Nassau e em inúmeros livros e sites brasileiros e dos EUA. Além de compositor, foi maestro e organista (patrono da Associação dos Organistas/RS), guia leigo da Igreja Matriz da IECLB, onde desempenhou sua função de organista por mais de 30 anos,sendo também Presidente da Ordem dos Músicos/RS. Foi homenageado dando o nome a uma Rua no Bairro Rubem Berta, a um conservatório de Música no IPA, e placa de bronze no Teatro São Pedro. Exerceu também atividades didáticas como professor, na UFRGS, IPA, Colégio Americano, Colégio Cruzeiro do Sul e Escola Técnica de Agricultura de Viamão.

Portanto somos uma associação civil, beneficente, sem fins lucrativos, que tem como finalidade incentivar e promover a cultura e a arte, de modo amplo e geral. Fazem parte de nossas metas: manter conjuntos de música instrumental, orquestras, corais,além de grupos teatrais e de danças, bem como atividades ligadas às artes visuais; realizar concertos, audições musicais e espetáculos teatrais; manter cursos de música instrumental e vocal visando à formação de conjuntos corais e instrumentais;manter, incentivar e apoiar projetos de promoção da cultura e da arte.

Queremos olhar para todas essas formas de manifestações artísticas como formas de narrativas que vêm contribuir para a construção da subjetividade moderna. Para tanto, poderemos firmar convênios, sejam eles públicos ou privados. A associação está aberta a todas as pessoas sem distinção. Nosso estatuto está à disposição dos interessados.



Diretoria 2009-2010:
Presidente – Lia Kappel
Vice-presidente - Sandra Sasso
Secretária - Rejani Friedrich
Tesoureiro – Harry Fürstenau

Endereço eletrônico: apcarte@gmail.com






















1ª Diretoria
Anne Schneider
Lia Kappel
Sandra Sasso
Flavia Dreher

domingo, 20 de dezembro de 2009

Tânia Heldt Mello















professora aposentada do curso de extensão-IA-Ufrgs, no projeto Susuki e no Conservatorio do Colegio Americano.


Que Saudades, Maestro Leo!

Transformar em palavras o que o Maestro representou para mim é muito difícil, quase impossível, tal a importância da figura dele como exemplo de lisura, de caráter e de amor pela música, além do grande conhecimento que sempre partilhou com seus alunos.
Quando o conheci, eu era uma menina, com algum talento, cursando o antigo ginásio, e que achava o máximo decorar seqüências de notas e executá-las perfeitamente.
Ele me mostrou que a música era muito mais do que isso e que havia um novo mundo atrás das partituras. Ele me ensinou disciplina, persistência, superação, e, embora eu tenha feito outras escolhas, os ensinamentos dele sempre me acompanharão.
Agradeço enormemente a oportunidade de homenageá-lo com este depoimento.

Tânia Heldt Mello